XLVII

fútil sopro


entre tantas grandezas
ainda mais longas que os desejos
nunca tão mal se escreveu

contra o infinito numa encruzilhada
tudo resulta no mesmo
e cabe no diminuto

fútil sopro de fingidas palavras
que morrem antes da voz



6 comentários:

Jefferson Bessa disse...

o instante do sopro em lindas palavras, Maria.

Um abraço.
Jefferson

maria m. disse...

o desencanto expresso num belo poema.

musicsirens disse...

muito bom!! ....

gabriela rocha martins disse...

roubo.te o poema
deixo.te um beijo .posso?

ROGEL SAMUEL disse...

muito bom o seu poema, certamente crítico da futilidade

lupussignatus disse...

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n
a
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