XLVII

fútil sopro


entre tantas grandezas
ainda mais longas que os desejos
nunca tão mal se escreveu

contra o infinito numa encruzilhada
tudo resulta no mesmo
e cabe no diminuto

fútil sopro de fingidas palavras
que morrem antes da voz



XLVI


vim dizer adeus
apagar todos os nomes
do cansaço de minhas pálpebras

somente me deixo transparecer
e não sei mais como se escreve
o que já não se tem tempo para escrever

venho dizer adeus