do teu amanhecer ao meu
há um silêncio de neve
Maria Costa
do teu amanhecer ao meu
há um silêncio de neve
Maria Costa
Maria Costa
vou deixando mundos para trás,
sílabas de mim.
como se o corpo fosse:
metade de morte em mim
e a outra metade morte de mim
no ar onde pertencem meus passos
sigo sendo menina
estirada de fadiga
jamais abandono o livro sagrado
em teus versos
quero morrer neste sono
no íntimo abrigo
de ser um lugar sempre alheio
como o amor
Maria Costa