02/09/08

tapeçaria de luz



“Tudo me impele para a Luz. Vivo esta inquietação terrível de não conseguir responder a ninguém, a nenhuma carta, a nenhuma coisa, dentro do tempo... tantos os sinais que me chegam durante a noite... “



partilhamos a dureza da Luz sobre os dias
descendo o poço que há em nós
saudei-te naquele que passava
em grandes estátuas de silêncio




“Era ainda pequena, regressava do mar, e tudo estava à mesma distância dos nomes”



o marulhar do oceano soltou o peso da respiração
e encontrou uma margem para descansar
como náufrago que deixa de acreditar
desliza na multidão de olhos fechados


“Antes, estava só.Hoje, ainda mais só, por imaginar Tudo.”



afasta as ramagens,
empresta-lhes todas as vidas que tiveres.
possam resgatar os regatos da Luz






Maria Costa


2 comentários:

gabriela rocha martins disse...

uma única palavra

SUBLIME



.
um beijo

lupussignatus disse...

heras

que

en
leiam