29/09/08

XXVI


abeiro-me agora dos rios ocultos
vestida de solidão para reconhecer a terra

busco no brilho das águas minha sede
pertenço a esse silêncio
onde a chuva deixou assomar flores,
neste território em que a solidão habita deuses

cresço luz de um sonho antepassado
alimentado na paz dos pássaros

queda de folhas lúcidas

essência das palavras
entre os dedos do fogo





Maria Costa

1 comentário:

d'Angelo disse...

Águas ocultas, flores que a chuva permite, belos versos grafados a fogo e sutileza. Uma deusa que habita a solidão?